25º Aniversário da Fundação Marquês de Pombal. Entrevista ao seu Presidente - Dr. Isaltino Morais

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  • Aproxima-se mais um aniversário da Fundação Marquês de Pombal.  
    Tendo em conta que esteve enquanto Presidente da Câmara, na sua génese, que sentido tem hoje para si a presidência desta entidade? 

    Foi com o espirito de serviço e de compromisso que aceitei em 2014 o convite do Conselho de Curadores da Fundação, para o Conselho de Administração, honrando o espirito que presidiu à sua constituição na década de 80, pelo executivo camarário,  na criação de um polo de referência do desenvolvimento concelhio, designadamente, nas vertentes social e cultural e prosseguindo o trabalho e dedicação de todos os que ao longo destes 25 anos assumiram responsabilidades e colaboraram, participaram neste projeto, não esquecendo as empresas do concelho que a ele se associaram.

    Tem sido um caminho complicado para a Fundação? Quer em termos de apoios, fundos. No geral, a revitalização da Fundação tem sido feita de uma forma fácil ou têm havido algumas “pedras no caminho”? 

    A Fundação Marquês de Pombal nasceu no seio municipal e dada a ligação ao município de Oeiras contou com os apoios e incentivos da autarquia às suas atividades culturais e de gestão corrente. Nos últimos anos, o quadro legal e a realidade jurídica e financeira das fundações alteraram-se, e por isso a sua autonomia financeira tem sido assegurada como condição da sua subsistência. Como entidade privada sem fins lucrativos, tem como desafio a diversificação das fontes de receita, entre as quais, algum mecenato privado no apoio da vertente social.

    Que projetos existem para a Fundação, a curto e longo prazo? 

    O legado Casa Igrejas Caeiro constitui hoje a nossa principal preocupação, dadas as necessidades e exigências de conservação do património e do espólio cuja vocação e destino não poderá deixar de ser sustentável económica e financeiramente. Manter a memória de Igrejas Caeiro associada a uma atividade turística e cultural será o nosso desafio.

    Existem vários projetos associados à Fundação Marquês de Pombal, entre eles a Ludoteca e a Escola de Pintura da Fundação Marquês de Pombal, por exemplo. Como tem vindo a apreciar o trabalho desenvolvido no âmbito dos projetos abraçados pela fundação e que papel preponderante vê que estas atividades têm tido na freguesia e no concelho? 

    Tratam-se de projetos, entre outros, que concretizam a nossa missão social e cultural e por isso são muito acarinhados por nós.

     A Escola de Pintura tem vindo a contribuir para a formação artística da comunidade, através da oferta de diversos cursos a preços simbólicos.

    A Ludoteca da Fundação Marquês de Pombal é um espaço de cariz social que acolhe cerca de 50 crianças diariamente em atividades lúdicas e criativas, assegurando a recolha das mesmas nos estabelecimentos de ensino, o suplemento alimentar e as colónias de férias. Tem um papel fundamental de ajuda na organização da vida familiar das famílias de Outurela Portela e sinaliza situações de vulnerabilidade, promovendo a sua integração social através do desenvolvimento de competências sociais.  

    Há atividades programadas para assinalar a data que se avizinha de mais um aniversário da Fundação? 

    Vamos celebrar o 25º Aniversário com um concerto de elevada performance intitulado “GLÓRIA A MANDELA”, no próximo dia 13 de maio, no Auditório Municipal Ruy de Carvalho, em Carnaxide. Trata-se de um concerto de homenagem a Nelson Mandela, figura ímpar e singular da humanidade e cujos valores humanistas entendemos reforçar, num contexto mundial complexo e antagónico. A realização desta iniciativa conta com um conjunto de empresas que se quiseram associar a este evento por partilharem da matriz humanista da fundação.

    Contamos também com um conjunto de palestras alusivas à figura do Marquês de Pombal durante o ano e com a divulgação do nosso patrono, através da nossa Ludoteca, junto dos mais jovens.

    Termino com a pergunta, como espera ver a fundação daqui a 10 anos?

    Os próximos 10 anos vão ser determinantes na criação das condições necessárias à sustentabilidade e continuidade desta instituição. O incremento de parcerias institucionais e com a sociedade civil será fundamental ao seu contributo para o desenvolvimento do concelho, nas dinâmicas culturais e sociais, no empreendedorismo e na inovação. O desejável enraizamento da Fundação na comunidade vai exigir por parte desta novas respostas e soluções criativas e sustentáveis.