Este sábado houve música e cinema na Fundação Marquês de Pombal

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  • No passado dia 12 de julho o Trio Pessoa deu um concerto no Palácio dos Aciprestes, tendo sido apresentado de seguida o filme de Luís Vieira-Baptista «A Viagem Misteriosa».

    No passado sábado houve mais uma iniciativa cultural promovida pela Fundação Marquês de Pombal, com música e cinema.

    Pelas 16h00 o Trio Pessoa deu um concerto no Palácio dos Aciprestes onde foram tocados temas de António Fragoso, Mário Laginha e Vasco Mendonça, com violino, violoncelo e piano. Este grupo nasceu da paixão comum entre os seus 3 elementos de partilhar com o público a música de conjunto, tendo já atuado nos Açores, Lisboa e Alcobaça, onde recebeu uma menção honrosa.

    Otto Pereira, Raquel Reis e João Crisóstomo estão a preparar o projeto «Pessoa», que consiste na gravação de um CD que vizualize a música portuguesa de várias perspetivas, não esquecendo as suas raízes e a música tradicional portuguesa. Para tal fazem concertos e gerem uma campanha de crowdfunding para angariar os fundos necessários.

    Pelas 17h00, foi a vez de ser apresentado o filme "A Viagem Misteriosa" (Rumo ao Processo Criativo), de Luís Vieira-Baptista. Esta obra do pintor visionista consiste num filme com cerca de 42 minutos, onde são apresentados “os processos emocionais que espoletam a vontade de expressão como complemento de personalidade do seu autor e que culminam no aparecimento da obra de arte. Esta exposição mediática revela-nos, através das palavras escritas e lidas pelo próprio, parte do seu percurso existencial onde desvenda, perante os olhos do espectador, tudo o que o fascina enquanto ser humano atento aos mistérios da vida e ao enigma da criatividade”.

    Luís Vieira-Baptista frequentou o curso de Desenho com Modelo Vivo na Sociedade Nacional de Belas Artes e começou a expor individualmente em 1975, no Casino Estoril. Tendo vivido no estrangeiro e viajado pela Suíça, Canadá e Estados Unidos da América, foi em Nova Iorque que apresentou pela primeira vez a corrente estética denominada de Visionismo, de que é o autor. Também ilustrou obras literárias e produziu uma escultura que está exposta junto à praia de Santo Amaro de Oeiras.

    Ao Oeiras Digital o artista explicou que a ideia de produzir este filme surgiu numa altura em que estava a expôr no Palácio do Egipto e, quando lhe pediram para apresentar as suas obras numa palestra, pensou que podia adaptar-se às novas tecnologias. Decidiu então escrever os textos para a narração e construiu este documentário para mostrar ao público as suas inspirações.

    "Esta é uma viagem pelo meu processo criativo. Queria mostrar às pessoas aquilo que me inspira, porque cada artista é diferente e tem estímulos diferentes", explica Luís Vieira-Baptista, que também se encontra a preparar um livro.