Palácio dos Aciprestes recebe o imperdível espetáculo "CABEÇA DE PORCO"

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  • o próximo dia 31 de outubro, pelas 21h00 o Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha vai receber a maior cabeça que Portugal já viu, e você não vai querer perder.

    A Fundação Marquês de Pombal vai receber a "Festa das Bruxas" com o espetáculo "CABEÇA DE PORCO", um espetáculo criado por Nelson Monforte e com autoria de João Rio.

    Baseado no conto homónimo de João do Rio (Paulo Barreto) conta a história de António, um homem que nasce bom, num país de maus. António tem uma cabeça revolucionária e um grande sentido crítico sobre a política, igualdade social e justiça, o que leva a que o achem estranho, desobediente, perigoso e insuportável. Mas não são as críticas que o fazem desistir de ser ele próprio e de tentar melhorar o mundo à sua volta.

    Um dia apaixona-se e perde a cabeça, promete mudar, ser diferente, igual a todos, ser normal. Um relojoeiro empresta-lhe uma cabeça de porco com a qual António consegue tudo o que um homem deve desejar na vida: Poder, Juventude, Beleza e Amor.

    Após a transformação descobre que é muito melhor e vantajoso ser mau. "Não sou feliz. Eu estou feliz".

    Não perca no Palácio dos Aciprestes este grandioso espetáculo de entrada livre, que o fará pensar nas inúmeras "cabeças " que atualmente nos governam enquanto "os cabeças", as inteligências, os éticos e morais se calam politicamente.


    Mais informações:

    Sinopse

    Conta a história de António, um homem que nasce bom, num país de maus. Nasce com uma cabeça revolucionária e um grande sentido crítico sobre a política, igualdade social e justiça. Todos o achavam estranho, desobediente, perigoso e insuportável. António não desiste de ser ele próprio e de tentar melhorar o mundo à sua volta. Um dia apaixona-se e perde a cabeça, promete mudar, ser diferente, igual a todos, ser normal. Um relojoeiro empresta-lhe uma cabeça de porco com a qual António consegue tudo o que um homem deve desejar na vida: Poder, Juventude ,Beleza e Amor.

    Descrição

    O Homem Cabeça de Porco é baseado no conto homónimo de João do Rio (Paulo Barreto) Acontece num país do sul num lugar onde todos querem mudança, mas ninguém quer mudar. Frutificam ideais de preponderância, ira, inveja, gula, cobiça, luxúria, orgulho, preguiça, corrupção, hipocrisia e egoísmo. Neste contexto, a presença de António é divergente. Ele sempre diz a verdade e acredita numa sociedade com ideais construtivistas como a Fraternidade, a Igualdade e a Liberdade. Um homem pode ser bom, isto é, pode ser um centro de amor, caridade e inspiração. António rapidamente descobre que não se encaixa na ordem estabelecida (nos planos amoroso, financeiro e moral), loucamente apaixonado decide mudar e descobre que pode se adequar às imposições do mundo, ao se camuflar de cidadão padrão e sociável, troca a sua brilhante cabeça por uma de porco. Após a transformação descobre que é muito melhor e vantajoso ser mau. "Não sou feliz. Eu estou feliz".

    Justificação

    O Homem Cabeça de Porco nos faz pensar nas inúmeras "cabeças " que actualmente nos governam enquanto "os cabeças", as inteligências, os éticos e morais se calam politicamente. Como no dito popular: "pobre da nação cuja elite se cala e os seus guerreiros vivem a lamentar" (onde elite não se refere aos ricos, como é senso popular, mas à nata de um povo). Também não se entende muito bem que uma geração deva ser sacrificada hoje pelas gerações futuras, e há quem diga que a justiça futura não compensará jamais a injustiça atual. Com os mecanismos de manipulação de massa cada vez mais refinados, nascem novos perigos e os governantes da sociedade pós-moderna pregam a liberdade e a individualidade do sujeito através do consumo, mas no fundo o seu interesse é uniformizar o pensamento dos indivíduos tornando todos uma cabeça de porco. "Nunca se tem certeza de não  estamos a sonhar, nunca existe uma certeza de não ser louco:"


    Ficha Técnica:

    Autor: João do Rio Versão Cénica e Direcção: Nelson Monforte Interpretação: Nelson Monforte. Dramaturgia : Rui Carreteiro Assistência direcção:: Fábio do Vale  Luzes: Márcio Noites


    João Rio

    João do Rio foi o pseudónimo mais constante de João Paulo Emílio Coelho Barreto, escritor e jornalista carioca, nada ou quase nada escreveu e publicou sob o próprio nome. Foi redator de jornais importantes, como "O País" e "Gazeta de Notícias", fundando depois um diário que dirigiu até o dia de sua morte, "A Pátria". Contista romancista, autor teatral (condição em que exerceu a presidência da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais, tradutor de Oscar Wilde, foi membro da Academia Brasileira de Letras, eleito na vaga de Guimarães Passos. Entre outros livros deixou "Dentro da Noite", "A Mulher e os Espelhos". Nascido no Rio de Janeiro a 05 de agosto de 1881, faleceu repentinamente na mesma cidade a 23 de junho de 1921.

     "Nada me devem os portugueses por amar e defender portugueses, porque assim amo, venero e quero duas vezes a minha pátria". (João do Rio)

    Nelson Monforte

    Ator, encenador e formador. É licenciado em Formação de Actores e Encenadores pela Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa. Atuamente a terminar o mestrado em Artes Cénica na Universidade Nova de Lisboa. Formador nas áreas de Desenvolvimento pessoal. Possui Certificado de Aptidão Profissional como Formador. Da sua formação artística fazem parte ateliers e estágios diversos: Vera Mantero Eugênio Roque, Lúcia Lemos, Carlos Avilez e Aloysyo Filho. Como actor participou em diversos espectáculos de teatro, com especial destaque para: "A Real Caçada ao Sol" de Peter Schaffer. Encenação de Carlos Avilez e Tanto Amor Desperdiçado de William Shakespeare, encenada por Emmanuel Demarcy-Mota. (co-produção Teatro Nacional D. Maria II e Comédie de Reims (França). Integrou no grupo Teatro O Bando com o espectáculo "Gente Feliz Com Lágrimas" (2002) João Brites. Participou no Festival Internacional Magic-Net: IIII ELEMENTS • Elements of Art A European Theater Night under Olive Trees. (2003) Participou no "Ensaio Sobre a Cegueira" encenação João Brites: Em teatro também trabalhou com: Gustavo Casté, Rita Wengorovius, João Mota, Ana Támen, Madalena Vitorino, Antonino Solmer, Luca Aprea, Giacomo Scalisi, Teresa Lima, Jaen-Paul Bucchieri entre outros. Como encenador dirigiu vários espectáculos dos quais destacamos: "Lágrimas de Crocodilo" de Óscar Wilde, "Paraísos Artificiais" de Charles Pierre Baudelaire e Blasted de Sarah Kane  Noites Brancas de Dostoievski e Um, Ninguém e Cem Mil de Luigi Pirandelo com Virgílio Castelo.  Em tv participou em várias séries como O Inspector Max (TVI) Uma Aventura (SIC), Olhar da serpente SIC e Espírito da Lei (SIC). Em cinema trabalhou com Maria de Medeiros "Capitães de Abril" ( e Margarida Gil em "Adriana" e realizou o filme O Motor Biológico a partir de Ovídio  . Actualmente desempenha a função de formador em desenvolvimento pessoal (CAP) e é membro fundador da associação cultural Inventar-te.

    Que Deus preserve a Arte!". C.Jinarajadasa

    PÚBLICO-ALVO
    A partir dos 6 anos

    DURAÇÃO: 60 Minutos

    Contactos/Informações:
     Telefones: – 964969197- Nelson Monforte /Gaspar Lopes