Entrevista. Está a chegar a 3ª Edição de “Sustos às Sextas”

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  • Arranca no próximo dia 13 de janeiro, pelas 21h00 a 3ª Edição do ciclo Sustos às Sextas, prometendo mais uma edição de sucesso que fará encher o Palácio dos Aciprestes, para mais 5 sessões mensais dedicadas ao terror sobrenatural.

    Este ciclo apresenta uma oferta cultural, composta por entrevistas, palestras, painéis de debate, música, exposições, literatura, teatro, cinema, uma noite de quiz e muitas outras actividades.

    A primeira sessão será dedicada ao papel das bruxas nos contos populares portugueses. Poderá também assistir à interpretação de um excerto da ópera “O Rei dos Álamos” e ouvir a leitura do conto “Da janela do meu quarto”.

    Saiba mais sobre o Ciclo Sustos às Sextas na entrevista abaixo.

    Em que consiste exactamente o ciclo “Sustos às Sextas”?

    R: O ciclo “Sustos às Sextas” é um evento de carácter cultural em torno do tema do terror sobrenatural, nas suas mais variadas expressões e manifestações, da literatura ao cinema, à música e ao canto, às artes plásticas e outras. Assim sendo, as várias sessões, desde a primeira edição, em 2015, têm sido preenchidas com palestras, entrevistas, momentos de música, dança e poesia, representações teatrais, exposições de fotografia e de ilustração e outras actividades similares.

    Que balanço faz das duas primeiras edições do ciclo "Sustos às Sextas?"

    R: O ciclo tem alcançado assinalável êxito, traduzido na presença de numeroso e interessado público, grande parte do qual constante de umas sessões para as outras. Para isso tem contribuído também a elevada qualidade das várias dezenas de convidados que preencheram já os programas das duas primeiras temporadas.

    Aproxima-se o arranque da 3ª edição dos “Sustos às Sextas”. Pode adiantar alguns dos temas que já estão programados para as sessões deste ciclo?

    R: Nesta edição teremos como anteriormente tópicos muito variados, entre eles as bruxas na tradição popular portuguesa, o sobrenatural nas máscaras — com a colaboração do Museu da Marioneta — ou o terror e a ficção científica, para além de diversos momentos musicais — em particular com a inclusão da ópera e do fado —, de teatro e de cinema — com a colaboração da Cinemateca Nacional —, exposições, etc.

    Em que medida o êxito das primeiras temporadas se reflecte na programação da que se vai agora iniciar?

    R: Tem sido preocupação dos organizadores evitar, na medida do possível, a repetição de assuntos de umas temporadas para as outras, embora por vezes dentro de manifestações do mesmo tipo, como a música ou o teatro. É por esse motivo que o número de convidados e colaboradores nas várias sessões tem aumentado muito ao longo do desenvolvimento do ciclo, procurando apresentar à audiência os mais variados tópicos e pontos de vista, relacionados com o terror sobrenatural. Alguns dos pontos já apresentados ou a apresentar têm-se revestido de um carácter inovador, salientando-se o bailado apresentado na segunda temporada — com coreografia inédita —, um concurso literário e até um concurso de decoração de bolos. De salientar ainda, que algumas das nossas iniciativas têm ultrapassado os limites dos “Sustos às Sextas”. Por exemplo, a exposição de banda desenhada inaugurada na nossa segunda temporada, foi já exibida noutro local e entretanto publicada em livro.

    Que mensagem deixaria ao público interessado em assistir às sessões da 3ª edição dos “Sustos às Sextas”?

    R: Em face da experiência já acumulada, podemos afirmar que as sessões dos “Sustos às Sextas” — que são de entrada livre — constituem excelentes serões de índole cultural, que permitem ainda o convívio entre todos os presentes, num clima de boa disposição. Dada a variedade de temas e abordagens utilizadas, haverá sempre pontos de muito interesse para todos os que apreciem as múltiplas expressões do terror sobrenatural.