28 de Setembro | Lançamento/ Apresentação/ Leituras de Poemas/ Debate/ Sessão de Autógrafos

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  • LANÇAMENTO / APRESENTAÇÃO / LEITURAS DE POEMAS / DEBATE / SESSÃO DE AUTÓGRAFOS - PALÁCIO ACIPRESTES, 28 de Setembro 2017

    No dizer de Pessoa: [Alberto Caeiro] “nasceu em Lisboa, mas viveu quase toda a sua vida no campo”; “morreram-lhe cedo o pai e a mãe” e, por isso “vivia com uma tia velha, tia-avó”; “não teve mais educação que quase nenhuma, só a instrução primária”. E acrescenta, invejando-lhe seguramente a sorte de não ter sido obrigado, como ele, à escravatura de um ganha-pão: “Deixou-se ficar em casa, vivendo de uns pequenos rendimentos”. Adiante, comenta: “Pus em Caeiro todo o meu poder de despersonalização dramática.” Para entender a poesia de Alberto Caeiro, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, impõe-se integrá-la no projeto pessoano do Neopaganismo Português e dos seus cultores: Ricardo Reis, o poeta, Alberto Caeiro, a sua consubstanciação, segundo declaração de Pessoa, e António Mora, o seu teórico em prosa (sociólogo e filósofo). Os três “livros” de Caeiro, nesta obra considerados e assim por Pessoa chamados e previstos, dão notícia dessa vida sem acontecimentos, exceto a “doença” do episódio amoroso: o segundo “livro”, composto por nove poemas. Também o terceiro “livro”, “Andaime – Poemas Inconjuntos”, segue, como um diário, a evolução de uma doença, neste caso a tuberculose, que o vitimou.