Ludoteca da Fundação Marquês de Pombal em dificuldades

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  • O espaço que se encontra sob a gestão da Fundação Marquês de Pombal conta com o apoio financeiro da mesma, mas sofreu vários cortes de subsídios.

    Na Outurela, em Carnaxide, há um espaço onde todos os dias dezenas de crianças se encontram para brincar e passar o seu tempo livre, depois das aulas. O Oeiras Digital foi até à Ludoteca da Fundação Marquês de Pombal para saber mais sobre o seu funcionamento, as atividades que desenvolve e os problemas que enfrenta.

    Aberto durante todo o dia, este espaço recebe diariamente entre 40 a 50 crianças e, por vezes, grupos de escolas que ali se dirigem para brincar e fazer ateliers. Carla Moreira, coordenadora da ludoteca, considera que o projeto é de grande importância para a comunidade, uma vez que permite acolher as crianças num espaço sem o qual estariam sujeitas a brincar nas ruas.

    Tanto em regime livre como em regime fixo (no qual as crianças são encaminhadas para a ludoteca após as aulas), estas crianças podem contar com um espaço onde brincam em segurança, seja na sala principal, na mais pequena (no Parque de Ateliers da Quinta do Salles) ou no jardim onde tratam de uma pequena horta. Os pais encontram na ludoteca uma exceção: não é cobrada mensalidade, apenas são pedidos alguns contributos para materias e lanches.

    Mesmo contando com apoios pontuais de empresas e outras entidades, como um restaurante, Carla Moreira deixa o apelo "à responsabilidade social de todos" aqueles que possam ajudar esta "causa que tem um grande impacto, porque neste momento são praticamente 50 crianças, 50 vidas, mais as suas famílias" que dependem da ludoteca e são afetadas. "Se elas [as crianças] não estiverem ali [na ludoteca] os pais vão ficar muito aflitos por não ter onde as por" de forma gratuita, acrescenta a coordenadora.