Palácio do Aciprestes


  • Pálacio dos Aciprestes - Sede da Fundação Marquês de Pombal


O Palácio e a Quinta dos Aciprestes constituem o património mais relevante de Linda-a-Velha. Por isso, o município de Oeiras adquiriu – o, a fim de preservar o seu valor patrimonial, histórico e cultural, colocando-o ao serviço da comunidade e albergando a sede da Fundação Marquês de Pombal.

A atual Quinta dos Aciprestes aparece, pela primeira vez, referida na respetiva carta de concessão como “Herdade da Ninha de Ribamar”. Esta referência ocorreu no ano de 1254, durante o reinado de D. Afonso III.

No ano de 1374 e por doação de D. Dinis, a Quinta dos Aciprestes entrou na posse do seu tesoureiro-mor, Pêro Salgado, como sendo a parte principal de um conjunto dos dois grandes casais do lugar, onde instituiu a Capela Perpetua e manteve os casais a administrar a Igreja.

Nos séculos XVII e XVII, apareceram referências da Quinta dos Aciprestes em vários documentos. Em finais do seculo XVII, no tempo de Francisco Miranda Soares existiram um conjunto de “casas nobres”, “capela”, “terra de semeadura”, “vinha e horta”. Entretanto, a quinta foi “sequestrada” pela Fazenda Real, devido a dívidas que os proprietários tinham ao Estado e, mais tarde, foi doada por D. José a Alexandre de Gusmão. Este habitou-a por apenas três anos. Alexandre Gusmão, irmão do padre Bartolomeu Gusmão (inventor da “Passarola”), ocupou altos cargos, disputando-os com Sebastião José de Carvalho e Melo (Marquês de Pombal), chegando a ser secretário de D. João V.

Alexandre de Gusmão, construiu, então, uma sumptuosa residência, a qual recheou de inúmeras obras de arte e preciosidades de toda a ordem, ficando, mais tarde, conhecida como Palácio da Quinta Grande. Gusmão habitou o Palácio da Quinta Grande até 1753, ano da sua morte.

Em 1755, a mansão ficou bastante danificada com o terramoto, na altura em que a Quinta Grande passou para os herdeiros de Alexandre de Gusmão e com quem permaneceria durante pouquíssimo tempo, sendo depois vendida a D. Luiz da Cunha Manoel, ministro de D. José. Depois de 1760, foi doada várias vezes e ocupada por empresários, pelos condes de Vila Real, de Rio Maior, da Ponte e, em 1865, a Quinta Grande encontrava-se na posse do Visconde de Rio Seco. Nessa época, era um Centro de Convívio de várias figuras da alta roda portuguesa que, ou se hospedavam no Palácio ou o frequentavam assiduamente.

Depois de 1760 foi doada varias vezes e ocupada por empresários, pelos condes de Vila Real, de Rio Maior, da Ponte e em 1865, a Quinta Grande encontrava-se na posse do Visconde de Rio Seco, sendo nessa época um Centro de Convívio de várias figuras da alta roda portuguesa, que ou se hospedavam no Palácio ou o frequentavam assiduamente.

É digno de notar que, o nome pelo qual é hoje conhecida, Quinta dos Aciprestes, só surgiu e lhe foi colocado em meados do século XIX.

Na década de 1960, a Quinta dos Aciprestes e o seu Palácio ainda se encontravam na posse de descendentes ou parentes dos viscondes de Rio Seco. Foi então que a Quinta dos Aciprestes mudou de proprietário e sofreu uma transformação radical, graças a um projeto de modernização do conhecido arquiteto Raul Lino. Do edifício inicial mantém-se apenas a capela, outrora dedicada a Nossa Senhora do Rosário, onde se destaca um altar em madeira policromada e painéis de azulejos do século XVIII.

Em 1981, a Quinta dos Aciprestes foi comprada por um construtor civil e só em 1992 é que a Quinta dos Aciprestes foi adquirida pelo Município de Oeiras, o qual procede a obras de remodelação e restauro, cedendo-a depois, em 1994, em regime de comodato à Fundação Marquês de Pombal, onde desde então aqui estabeleceu a sua sede.

A Quinta dos Aciprestes é constituída pelo Palácio dos Aciprestes, que alberga a Galeria de Arte, o Salão Nobre e a Biblioteca; pelo Jardim dos Aciprestes; pelo Parque Infantil Dr. António João Eusébio; pelo Parque das Amendoeiras e pela Casa Alexandre Gusmão.